Quando agentes do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) encontraram e resgataram Luna, de 15 anos de idade, durante uma operação em Santa Helena, no interior do Paraná, eles descobriram que ela era uma de inúmeras adolescentes que foram enganadas e seduzidas para uma vida de abuso e escravidão.

Esse foi o primeiro caso de tráfico de pessoas que a agência de segurança pública encerrou depois do treinamento técnico na TraffickWatch Academy da The Exodus Road, um programa de treinamento especializado para agências de segurança pública do Brasil, com um módulo da Cellebrite.
“No carnaval de 2022, depois de recebermos informações de que menores paraguaias estavam sendo prostituídas em bordéis em Santa Helena, nós acionamos nossa primeira operação para combater o tráfico de pessoas”, compartilha André L. Jaworski Fantin, primeiro-tenente da BPFron.
Embora a agência de segurança pública tivesse identificado um suspeito, ela não conseguia relacioná-lo ao crime organizado na cidade, mas só até usar as soluções investigativas digitais avançadas da Cellebrite para descobrir uma rede internacional de criminosos, em que o suspeito identificado estava no centro de tudo.
“Graças ao uso da Cellebrite, nós conseguimos identificar um esquema de tráfico de armas, drogas e pessoas”, diz o tenente André. Algo mais importante ainda foi terem conseguido reunir uma criança com sua família.
Para o tenente André, conseguir acelerar a justiça para as vítimas, além de impedir que sofram mais danos, é a parte mais recompensadora de ser agente policial. E a cereja do bolo é poder garantir que os criminosos não escapem da punição.
“Os agentes policiais podem salvar, proteger e ajudar as pessoas de uma maneira que poucos podem”, afirma o tenente André. Além de proporcionar a punição justa aos criminosos, também é recompensador resgatar uma vítima de abuso e dar “um pouco de paz às famílias ao levar os criminosos à justiça”.
Acesso a soluções investigativas digitais
Em alguns estados do Brasil, como em Pernambuco, os únicos equipamentos disponíveis para investigar esses crimes são doações feitas por meio da parceria entre a Cellebrite e a The Exodus Road. Uma tecnologia insuficiente pode afetar a capacidade da segurança pública de resolver casos. De fato, o acesso a ferramentas forenses avançadas e ao treinamento é essencial para descobrir esquemas de exploração sexual e tráfico de pessoas que ocorrem no país.
No Amazonas, por exemplo, a Polícia Civil descobriu um esquema de exploração sexual depois de receber um vídeo do telefone celular de uma adolescente. Depois de apreender legalmente fitas de vídeo, discos rígidos, pen drives e um computador como parte da investigação, os agentes descobriram que o responsável estava envolvido em pelo menos quatro tipos de exploração sexual, incluindo prostituição, abuso sexual e turismo sexual.
Além do treinamento de combate ao tráfico que a TraffickWatch Academy realizou em nove estados do país, as agências de segurança pública brasileiras também receberam a tecnologia forense mais atualizada da Cellebrite. Só em 2023, elas resgataram 170 sobreviventes e prenderam 10 criminosos como resultado direto das soluções investigativas digitais e do treinamento oferecidos.
A importância das soluções investigativas digitais
Devido à natureza transnacional do tráfico de pessoas e do crime organizado, é fundamental que as agências de segurança pública tenham acesso a soluções investigativas digitais avançadas para realizar investigações seguras e simplificadas e promover a colaboração entre agências.
Esses casos enfatizam a extrema importância da Operação Find Them All, uma campanha inovadora de compromisso público entre a Cellebrite e seus parceiros, o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC, na sigla em inglês), a The Exodus Road e a Raven para acelerar as investigações de crimes on-line contra crianças.